O Grande Caminho Branco- Sobre o Branco
Estarei postando, no decorrer da semana, diversos textos da filosofia da cor branca, traduzidos de um artigo do site oficial do Magic: The Gathering. Espero que vocês gostem!
Escrito por Mark Rosewater, colunista da equipe do Magic, segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2003
Traduzido por Hugo Mendes de Oliveira
Escrito por Mark Rosewater, colunista da equipe do Magic, segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2003
Traduzido por Hugo Mendes de Oliveira
O que a cor preza? Qual o seu objetivo final?
A filosofia de cada cor está ancorada no que ela quer. Cada cor luta para transformar o mundo na imagem que acredita que ele deveria ser. Dito isso, o que o branco mais valoriza? Harmonia. O branco quer um mundo onde todo mundo se dá bem. O branco gosta de comunidade. O branco quer o que é melhor para o todo. O branco cuida de todo mundo. O branco seria muito feliz em uma sociedade utópica onde todos dividem e cooperam uns com os outros. O objetivo final do branco é a paz.
A filosofia de cada cor está ancorada no que ela quer. Cada cor luta para transformar o mundo na imagem que acredita que ele deveria ser. Dito isso, o que o branco mais valoriza? Harmonia. O branco quer um mundo onde todo mundo se dá bem. O branco gosta de comunidade. O branco quer o que é melhor para o todo. O branco cuida de todo mundo. O branco seria muito feliz em uma sociedade utópica onde todos dividem e cooperam uns com os outros. O objetivo final do branco é a paz.
Bem e mal, branco e preto
Gostaria de fazer um rápido comentário sobre o conceito de “bem”. Bem e mal são rótulos usados pelas pessoas para se referir a alguém que apóia seus valores ou ataca seus valores. Algo que promove os valores em que você acredita é bom. Algo que ataca os valores em que você acredita, é mau. Cada cor no Magic acredita fortemente em seus próprios valores. Assim, vê a si mesma como boa e seus inimigos como maus.
Muitos humanos compartilham crenças globais (tirar uma vida humana é errado, por exemplo). Algumas das idéias do branco se alinham com essas crenças. Portanto, o branco é às vezes visto como a cor do “bem”. Ah, mas o branco não é invariavelmente nem bom e nem mau. O branco, assim como cada uma das outras cores no Magic faz coisas que podem ser chamadas de “boas” ou “más”, o que pode mudar de pessoa para pessoa. Preservação da vida é tipicamente branco. A maioria das pessoas provavelmente rotularia isso como “bom”. Fascismo também é muito branco. A maioria das pessoas classificaria isso como “mau”.
Eu menciono isso não só porque é importante separar o conflito do preto com o branco do conflito do bem contra o mal. Moralidade contra amoralidade. Luz contra escuridão. Pureza contra corrupção. O conflito entre o preto e o branco tem muitas formas, mas “o bem contra o mal” é subjetivo demais pra ser usado devidamente. Vamos pegar uma das facetas do conflito branco-preto, o direito do grupo contra o direito do indivíduo. Esse conflito joga socialismo contra capitalismo. Capitalismo é a porção preta do conflito. O capitalismo é algo invariavelmente mau? Eu acho que não. (Apesar de eu saber que alguns discordarão de mim). Falarei mais sobre o preto (incluindo seu lado “bom”) quando chegar à Semana do Preto.
Gostaria de fazer um rápido comentário sobre o conceito de “bem”. Bem e mal são rótulos usados pelas pessoas para se referir a alguém que apóia seus valores ou ataca seus valores. Algo que promove os valores em que você acredita é bom. Algo que ataca os valores em que você acredita, é mau. Cada cor no Magic acredita fortemente em seus próprios valores. Assim, vê a si mesma como boa e seus inimigos como maus.
Muitos humanos compartilham crenças globais (tirar uma vida humana é errado, por exemplo). Algumas das idéias do branco se alinham com essas crenças. Portanto, o branco é às vezes visto como a cor do “bem”. Ah, mas o branco não é invariavelmente nem bom e nem mau. O branco, assim como cada uma das outras cores no Magic faz coisas que podem ser chamadas de “boas” ou “más”, o que pode mudar de pessoa para pessoa. Preservação da vida é tipicamente branco. A maioria das pessoas provavelmente rotularia isso como “bom”. Fascismo também é muito branco. A maioria das pessoas classificaria isso como “mau”.
Eu menciono isso não só porque é importante separar o conflito do preto com o branco do conflito do bem contra o mal. Moralidade contra amoralidade. Luz contra escuridão. Pureza contra corrupção. O conflito entre o preto e o branco tem muitas formas, mas “o bem contra o mal” é subjetivo demais pra ser usado devidamente. Vamos pegar uma das facetas do conflito branco-preto, o direito do grupo contra o direito do indivíduo. Esse conflito joga socialismo contra capitalismo. Capitalismo é a porção preta do conflito. O capitalismo é algo invariavelmente mau? Eu acho que não. (Apesar de eu saber que alguns discordarão de mim). Falarei mais sobre o preto (incluindo seu lado “bom”) quando chegar à Semana do Preto.
Que meios a cor usa para atingir esse objetivo?
O branco não procura somente se ajudar, mas ajudar o mundo inteiro. Essa é uma tarefa desafiadora. Como ele pode não apenas criar, mas também manter a paz? A resposta é: através de uma estrutura. Fazendo leis e regras estritas, o branco garante que tudo fique sob controle. O branco estende essas leis a duas áreas distintas.
A primeira são as leis morais. O branco acredita que a moralidade é direta. Há o certo e o errado. E todos são moralmente obrigados a fazer o certo. Mas o branco leva isso ainda mais adiante: pra ele, os indivíduos também são obrigados a parar aqueles que fazem o errado. O fervor do branco nessa área leva ele à religião.
A segunda das “ferramentas” do branco são leis civis. São regras criadas para garantir que o indivíduo não atrapalhe o bem maior do grupo. O branco acredita que o bem da sociedade é mais importante que o bem do indivíduo. As leis que ele cria ajudam a garantir que o grupo seja protegido. O fervor do branco nessa área o leva à política e ao sistema judicial.
O desejo de criar e proteger regras define bastante as mecânicas do branco. A netureza defensiva do branco pode ser observada através da cor: ganho de vida, cura, prevenção de dano, remoção de atacantes, proteção, encantamentos defensivos, remoção de encantamentos, etc. No ano passado, o P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) do branco teve a idéia de expandir a fatia de roda da cor branca achando mais mecânicas que encaixem na sua filosofia. A área mais produtiva da cor foi a de “criação de regras”. Assim, nós movemos tanto a parte de taxas (tipos de feitiço onde você impede seu oponente de algo a não ser que ele pague um preço) e encantamentos de mudanças de regras (encantamentos globais que mudam as regras do jogo ou como os jogadores jogam) para a cor branca. A mudança começou sutilmente em Investida e vai crescer nas próximas edições.
O branco não procura somente se ajudar, mas ajudar o mundo inteiro. Essa é uma tarefa desafiadora. Como ele pode não apenas criar, mas também manter a paz? A resposta é: através de uma estrutura. Fazendo leis e regras estritas, o branco garante que tudo fique sob controle. O branco estende essas leis a duas áreas distintas.
A primeira são as leis morais. O branco acredita que a moralidade é direta. Há o certo e o errado. E todos são moralmente obrigados a fazer o certo. Mas o branco leva isso ainda mais adiante: pra ele, os indivíduos também são obrigados a parar aqueles que fazem o errado. O fervor do branco nessa área leva ele à religião.
A segunda das “ferramentas” do branco são leis civis. São regras criadas para garantir que o indivíduo não atrapalhe o bem maior do grupo. O branco acredita que o bem da sociedade é mais importante que o bem do indivíduo. As leis que ele cria ajudam a garantir que o grupo seja protegido. O fervor do branco nessa área o leva à política e ao sistema judicial.
O desejo de criar e proteger regras define bastante as mecânicas do branco. A netureza defensiva do branco pode ser observada através da cor: ganho de vida, cura, prevenção de dano, remoção de atacantes, proteção, encantamentos defensivos, remoção de encantamentos, etc. No ano passado, o P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) do branco teve a idéia de expandir a fatia de roda da cor branca achando mais mecânicas que encaixem na sua filosofia. A área mais produtiva da cor foi a de “criação de regras”. Assim, nós movemos tanto a parte de taxas (tipos de feitiço onde você impede seu oponente de algo a não ser que ele pague um preço) e encantamentos de mudanças de regras (encantamentos globais que mudam as regras do jogo ou como os jogadores jogam) para a cor branca. A mudança começou sutilmente em Investida e vai crescer nas próximas edições.
Que meios a cor usa para atingir esse objetivo? Continuação
Outra parte defensiva do branco é sua confiança na igualdade. O branco tem a habilidade de mudar o jogo para que ambos os lados possam jogar igual. Por isso feitiços como Ira dos Deuses (e sim, até mesmo Armagedon) estão na cor branca. Além disso, tem um lado agressivo. O branco pune proativamente os infratores. O branco pode usar sua organização para construir um exército. Suas partes individuais são pequenas (por isso sua confiabilidade em criaturas fracas), mas juntas formam um todo unido e poderoso. Muitas das habilidades das criaturas do branco (iniciativa, “ataque à distância” como Infantaria com Balista, prevenção de dano, aumentar as criaturas, como Pajem Angelical, etc.) ajudam suas criaturas a trabalhar mais eficientemente quando unidas. Além disso, o branco tem magias, como Antífona Gloriosa, que são ótimos para aumentar um exército de pequenas criaturas.
O branco vence o jogo controlando o ambiente. Ele toma uma postura defensiva e então usa suas ferramentas para cessar as ameaças do oponente. Uma vez contidas, o exército do branco pode ganhar o jogo. De vez em quando, o branco pode usar seu ataque agressivo como uma manobra defensiva de prevenção.
Outra parte defensiva do branco é sua confiança na igualdade. O branco tem a habilidade de mudar o jogo para que ambos os lados possam jogar igual. Por isso feitiços como Ira dos Deuses (e sim, até mesmo Armagedon) estão na cor branca. Além disso, tem um lado agressivo. O branco pune proativamente os infratores. O branco pode usar sua organização para construir um exército. Suas partes individuais são pequenas (por isso sua confiabilidade em criaturas fracas), mas juntas formam um todo unido e poderoso. Muitas das habilidades das criaturas do branco (iniciativa, “ataque à distância” como Infantaria com Balista, prevenção de dano, aumentar as criaturas, como Pajem Angelical, etc.) ajudam suas criaturas a trabalhar mais eficientemente quando unidas. Além disso, o branco tem magias, como Antífona Gloriosa, que são ótimos para aumentar um exército de pequenas criaturas.
O branco vence o jogo controlando o ambiente. Ele toma uma postura defensiva e então usa suas ferramentas para cessar as ameaças do oponente. Uma vez contidas, o exército do branco pode ganhar o jogo. De vez em quando, o branco pode usar seu ataque agressivo como uma manobra defensiva de prevenção.
O que a cor representa?
Preso entre a natureza do verde e a criação do azul, o branco só quer saber sobre equilíbrio. O branco entende a importância de valorizar o passado, mas também vê a importância de planejar para o futuro. Mais do que qualquer outra cor, o branco faz uso de simbolismo. Além disso, é a cor da civilização. Assim, a lista de coisas que representam o branco é um pouco maior que as das outras cores:
•Ordem
•Pureza
•Religião
•Civilização
•Estrutura
•Lei
•Honra
•Construção
•Moralidade
•Política
•Coragem
•Otimismo
•Defesa
•Estratégia
•Cavalheirismo
•Lealdade
•Cooperação
•Militarismo
•Auto-sacrifício
•Honestidade
•Luz
•Organização
•Comunidade
•Medicina
Preso entre a natureza do verde e a criação do azul, o branco só quer saber sobre equilíbrio. O branco entende a importância de valorizar o passado, mas também vê a importância de planejar para o futuro. Mais do que qualquer outra cor, o branco faz uso de simbolismo. Além disso, é a cor da civilização. Assim, a lista de coisas que representam o branco é um pouco maior que as das outras cores:
•Ordem
•Pureza
•Religião
•Civilização
•Estrutura
•Lei
•Honra
•Construção
•Moralidade
•Política
•Coragem
•Otimismo
•Defesa
•Estratégia
•Cavalheirismo
•Lealdade
•Cooperação
•Militarismo
•Auto-sacrifício
•Honestidade
•Luz
•Organização
•Comunidade
•Medicina
O que a cor despreza? O que é ruim para a cor?
O branco vive por suas leis. Assim, ele não tolera aqueles que não as seguem. O branco vê tal desobediência com severidade. A mensagem que ele passa é: “Quebre minhas regras e sofrerá”.
É daí que o lado agressivo do branco vem. O branco acredita que tem um dever civil e moral de impedir o que ele considera que seja um malfeitor. O branco vê esse tipo de ataque uma defesa preventiva. Se eles não forem impedidos agora, eles voltarão para machucar seu estilo de vida.
O branco vive por suas leis. Assim, ele não tolera aqueles que não as seguem. O branco vê tal desobediência com severidade. A mensagem que ele passa é: “Quebre minhas regras e sofrerá”.
É daí que o lado agressivo do branco vem. O branco acredita que tem um dever civil e moral de impedir o que ele considera que seja um malfeitor. O branco vê esse tipo de ataque uma defesa preventiva. Se eles não forem impedidos agora, eles voltarão para machucar seu estilo de vida.
Por que a cor gosta de seus aliados e odeia seus inimigos?
No verde, o branco vê uma cor amiga que entende a importância da comunidade. Que o bem do todo é mais importante do que o bem do indivíduo. Também, ao contrário do azul, o branco é capaz de viver num modo de vida agrário que mistura a civilização com a natureza.
No azul, o branco vê uma cor aliada que compreende a importância da reflexão. Tanto o branco quanto o azul valorizam planejamento e disciplina. O azul percebe a necessidade de regras e tem a paciência para pensar a longo termo.
No vermelho, o branco vê um inimigo que não respeita as leis civis. O vermelho faz o que quer quando quer, criando o caos. Isso vai diretamente contra a ordem pela qual o branco luta tão desesperadamente. Se o vermelho vencer, a anarquia ia reinar sobre a terra. Se o branco quiser ter sua paz, o vermelho precisa ser destruído.
No preto, o branco vê um inimigo que não respeita as leis morais. O preto, de maneira egoísta, promove as necessidades do indivíduo acima das necessidades do grupo. E não há nada mais perigoso do que aqueles que acham que seus problemas são mais importantes do que os de todos os outros. O preto é um câncer perigoso e deve ser destruído
No verde, o branco vê uma cor amiga que entende a importância da comunidade. Que o bem do todo é mais importante do que o bem do indivíduo. Também, ao contrário do azul, o branco é capaz de viver num modo de vida agrário que mistura a civilização com a natureza.
No azul, o branco vê uma cor aliada que compreende a importância da reflexão. Tanto o branco quanto o azul valorizam planejamento e disciplina. O azul percebe a necessidade de regras e tem a paciência para pensar a longo termo.
No vermelho, o branco vê um inimigo que não respeita as leis civis. O vermelho faz o que quer quando quer, criando o caos. Isso vai diretamente contra a ordem pela qual o branco luta tão desesperadamente. Se o vermelho vencer, a anarquia ia reinar sobre a terra. Se o branco quiser ter sua paz, o vermelho precisa ser destruído.
No preto, o branco vê um inimigo que não respeita as leis morais. O preto, de maneira egoísta, promove as necessidades do indivíduo acima das necessidades do grupo. E não há nada mais perigoso do que aqueles que acham que seus problemas são mais importantes do que os de todos os outros. O preto é um câncer perigoso e deve ser destruído
Qual é a maior força e a maior fraqueza da cor?
A maior força do branco é sua habilidade de criar e reforçar as leis. Se o branco conseguir fazer seus oponentes jogarem de acordo com suas próprias regras, eles não têm chance. O lado ruim dessa estrutura é a inflexibilidade. O branco não tem a capacidade de se adaptar rapidamente pois é muito orgulhoso. Além disso, o branco é tão viciado no grupo que às vezes perde os indivíduos de vista.
A maior força do branco é sua habilidade de criar e reforçar as leis. Se o branco conseguir fazer seus oponentes jogarem de acordo com suas próprias regras, eles não têm chance. O lado ruim dessa estrutura é a inflexibilidade. O branco não tem a capacidade de se adaptar rapidamente pois é muito orgulhoso. Além disso, o branco é tão viciado no grupo que às vezes perde os indivíduos de vista.
Rei Arthur- A maior preocupação do Rei Arthur era ajudar e proteger seus súditos. Ele, também, tinha um código moral que guiava suas ações. E ele usava muita estrutura para construir e manter sua proteção.
Marge Simpson- Uma das coisas legais que fizemos foi tentar adivinhar aonde iam todos os Simpsons. Após alguma discussão, colocamos a Marge no branco. Ela é o centro moral da família. Ela e a Lisa parecem ser as únicas guiadas pela consciência. Ela exige de si mesma que dê estrutura para a família. E ela é protetora ao ponto de se auto-sacrificar..
Capitão Jean-Luc Picard- A Federação é uma organização muito branca. Tem um centro moral e adora suas regras. Picard é um bom soldado da Federação. Ele tem uma bússola moral forte e guia seu povo pelas mesmas regras impostas a ele. Picard aprecia estrutura. Tanto que um de seus passatempos é arqueologia, estudar as estruturas de civilizações passadas.
Alguns dos personagens que se identificam com branco:
Super-Homem- Conhecido dentro dos círculos sociais das HQs como “O escoteiro”. O Super Homem sempre, sempre joga de acordo com as regras. Ele tem um centro bastante moral. Além disso, ele acha que seu maior papel é proteger os outros. Tudo isso é bem branco.








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